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Eletrônica

2 Capacitores

Em circuitos eletrônicos alguns componentes necessitam que haja alimentação em corrente contínua, enquanto a fonte está ligada em corrente alternada. A resolução deste problema é um dos exemplos da utilidade de um capacitor.

Este equipamento é capaz de armazenar energia, a essa característica damos o nome de Capacitância e possui como unidade de medida o Farad (F).

2.1 Tipos de Capacitores

Cerâmicos

São os mais comuns no mercado e em equipamentos eletrônicos. Não possuem polaridade na ora de ligar a outros componentes.

Capacitor Cerâmico

Figura 2 – Capacitor Cerâmico

Eletrolítico

São mais utilizadas em desacoplamento, acoplamento e filtragem de sinais de baixas frequências. E possuem polaridade a ser obedecida na ligação com outro componente.

Capacitor Eletrolítico

Figura 2.1 – Capacitor Eletrolítico

2.2 Leitura de Valores

Capacitores Eletrolíticos

É fácil de identificar o valor, pois ele já vem indicado direto no corpo em μF, assim como sua tensão de trabalho em Volts, às vezes pode vir no corpo dele dois números separados por uma barra. O primeiro é a capacitância e o segundo é a tensão:

Leitura Valores Eletrolítico

Figura 2.2 – Leitura Valores Eletrolítico

Capacitores Cerâmicos

Os capacitores cerâmicos apresentam impressos no próprio corpo um conjunto de três algarismos e uma letra. Os dois primeiros dígitos representam o valor do capacitor, e o terceiro algarismo (algarismo multiplicador) representa o número de zeros à direita. A letra representa a tolerância do capacitor (a qual pode ser omitida), que é a faixa de valores em que a capacitância variará.

Interpretando os Algorismos

Figura 2.3 – Interpretando os Algorismos

Tabela de Tolerância

FIgura 2.4 – Tabela de Tolerância

Capacitor Cerâmico

Figura 2.5 – Capacitor Cerâmico

3 Diodo

O diodo é um componente classificado como semicondutor. Ele é feito dos mesmos materiais que formam os transistores e chips. Este material é baseado no silício. Ao silício são adicionadas substâncias chamadas genericamente de dopagem ou impurezas. Temos assim trechos tipo N e tipo P. A diferença entre os dois tipos estão na forma como os elétrons são conduzidos. Sem entrar em detalhes sobre microeletrônica, o importante aqui é saber que quando temos uma junção PN, a corrente elétrica trafega com facilidade do trecho P para o trecho N, mas não consegue trafegar no sentido inverso.

O diodo possui seus dois terminais ligados às partes de uma junção PN. A parte ligada ao P é chamada de anodo, e a parte ligada ao N é chamada de catodo.

Simbologia

Figura 3 – Simbologia

Quando a corrente que esta passando pelo circuito entra pela perna do Anodo do diodo ela passa normalmente para o outro lado do componente, ou seja, o diodo não impede o fluxo de corrente. Mas quando a corrente entra pela perna do Cátodo, o diodo bloqueia a passagem dela. Então temos de estar atentos ao modo de como ligar o diodo em nosso circuito, dependendo de nossa intenção.

Por causa desta característica, os diodos são usados, entre outras aplicações, como retificadores. Eles atuam no processo de transformação de corrente alternada em corrente contínua.

Tensão Senoidal da Rede Elétrica

Figura 3.1 – Tensão Senoidal da Rede Elétrica

Circuito retificador de meia onda

Retificador Meia Onda

Figura 3.2 – Retificador Meia Onda

Basta utilizar um diodo na entrada do circuito, assim somente meia onda senoidal passará para a carga em cada ciclo. Como mostra a figura abaixo.

Tensão na Carga

Figura 3.3 – Tensão na Carga

Circuito retificador de onda completa

Basta utilizar dois diodos na entrada do circuito, assim teremos o ciclo completo da senoide passando para a carga. Como mostra a figura abaixo.

Tensão na Carga

Figura 3.4 – Tensão na Carga

Quando usamos transformadores com apenas 2 saídas, usamos esta configuração de retificador.

Retificador 4 Diodos

Figura 3.5 – Retificador 4 Diodos

Quando usamos transformadores com 3 saídas, usamos esta configuração de retificador.

Retificador 2 Diodos

Figura 3.6 – Retificador 2 Diodos

3.1 Led’s

O LED é um tipo especial de diodo que tem a capacidade de emitir luz quando é atravessado por uma corrente elétrica. Como todo diodo, o LED (Light Emitting Diode) permite a passagem de corrente (quando acende) no sentido direto, do anodo para o catodo. No sentido inverso, a corrente não o atravessa, e a luz não é emitida.

Exemplos de Led

Figura 3.7 – Exemplos de Led

Simbologia

Figura 3.8 – Simbologia

O raciocínio é o mesmo para o diodo comum, se a corrente chega primeiro na perna do Anodo ela passa normalmente e o led se acende. Mas quando ela é ligada a perna do Catodo, além de não passar para o outro lado, o led não se acende.

Para acionar um led devemos liga-lo em serie com uma resistência, pois dependendo do led que estiver usando a corrente e tensão para ser acionado tem valores bem pequenos, então temos que usar um resistor para fazer esse controle.

Ligando Led

Figura 3.9 – Ligando Led

Para calcular o valor da resistência que deve ser ligada basta fazer uma conta simples levando em consideração a tensão da fonte do circuito, a queda de tensão no led que costuma ser de 2V e corrente necessária para gerar luminosidade satisfatória, 20mA. Sendo assim nossa conta padrão para esse tipo de ligação fica da seguinte maneira:

R = (Vcc – Vled)/Iled

Onde: Vcc é a tensão da fonte;

Vled é a queda de tensão no led;

Iled é a corrente que passa pelo led.

Calculando Valores

Figura 3.1.1 – Calculando Valores

R = (5 – 2)/20mA                R = 3/0,02

R = 150Ω

4 Chaves, Interruptores

São dispositivos usados para bloquear ou liberar a passagem de corrente em determinada parte do circuito.

4.1 Eletrônicas

São os que fazem essa função através da presença ou não de corrente ou tensão nos terminais dos componentes, são dois tipos:

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